O desafio não é novo mas o desejo talvez o seja. Imagino por momentos o que Pedro terá sentido ao ouvir estas palavras que abalam o coração: “TU AMAS-ME?”
O banal não entra no mistério de tentar descobrir se realmente conseguimos sugar de dentro de nós o SIM que Cristo quer ouvir. Não um “sim” vulgarmente dito, mas um
SIM com contornos de Amor verdadeiro.
Por várias vezes digo que tudo seria tão mais fácil à 2006 anos atrás. Se Cristo dirigisse a mim esta pergunta, eu iria fazer-me ao largo e largar as amarras que me prendem ao mundo! Seria tão mais fácil para mim acreditar na vontade de um homem que para mim queria deixar o seu rebanho, sem olhar a quem sou ou quem fui, mas sim, no que me posso vir a tornar por Ele!
De dia para dia vamos perdendo esta confiança! Julgamos que Deus nunca escolhe o fraco, o humilde, o injustiçado e por vezes até o leigo. Deus não envia nenhum “chefe de estado” mas sim um pai para nós! Pais e mães que nos abraçam com a sua vocação! Lembra-te que dizes “padre”! Lembra-te que colocas sobre esse homem a vontade que tens de querer ver Deus! Lembra-te que por momentos aquelas mãos são para ti a luz que conduz a Cristo!
Se eu tivesse nascido à 2006 anos…Era tão mais fácil aceitar que Deus me cria a seu lado. Não entrar nos julgamentos do mundo mas acreditar que é Ele que me diz: “VEM E SEGUE-ME!”. Será difícil compreender este Amor? Será difícil os teus ouvidos receberem esta mensagem? Serás tu capaz de seguir este ideal?
Por momentos penso não estar aqui. Recuo no tempo e vejo alguém que me estende a mão! Não me pergunta nem quem sou, nem o que penso, nem o que faço. Vejo que a sua mão tem um estigma que sangra, quem sabe também por ti! Pegou agora na minha mão e perguntou-me apenas: ”TU AMAS-ME?”
Ele está aqui bem presente e hoje sei que não sou eu quem vos escreve. Sei que alguém está mais uma vez a guiar a minha mão linha fora. Sinto algo que me faz acreditar que não estou aqui apenas a falar para ti, mas que de alguma forma este texto também é para mim. Oiço agora no silêncio, novamente esta pergunta: “TU AMAS-ME?”…
Acho que não posso fugir a esta questão por mais que tente. Será sempre maior a vontade de eu responder. Tenho feito caminho junto a vós e sei que de algum modo me percebem. Tenho convosco procurado a resposta a esta pergunta e saber se ela terá um dia uma resposta definitiva.
Esta pergunta só poderá ter de nossa parte um SIM como resposta, por isso, hoje peço na minha oração por todos aqueles que ousaram dizer o SIM um dia! Peço em especial por todos os “Pais” que passaram pela minha vida e que me marcaram! Peço agora por quem ainda busca uma resposta ou por quem não a consegue dizer! Peço que façam delas também intenções muito particulares no vosso dia-a-dia.
Para finalizar apenas um recado: não acreditem que existe falta de vocações mas sim, falta de fé. Acreditem que existem homens e mulheres dispostos a dar as suas vidas a Cristo mas encontram vários obstáculos nas suas vidas! Não julguem quem está a fazer caminho, pois não fomos nós que escolhemos Deus, foi Ele que nos escolheu a nós!
Se eu tivesse nascido à 2006 anos…não estaria aqui à espera de julgamentos, mas quem sabe, aos pés de um Madeiro a responder um SIM do tamanho daquele abraço…
O banal não entra no mistério de tentar descobrir se realmente conseguimos sugar de dentro de nós o SIM que Cristo quer ouvir. Não um “sim” vulgarmente dito, mas um
SIM com contornos de Amor verdadeiro.
Por várias vezes digo que tudo seria tão mais fácil à 2006 anos atrás. Se Cristo dirigisse a mim esta pergunta, eu iria fazer-me ao largo e largar as amarras que me prendem ao mundo! Seria tão mais fácil para mim acreditar na vontade de um homem que para mim queria deixar o seu rebanho, sem olhar a quem sou ou quem fui, mas sim, no que me posso vir a tornar por Ele!
De dia para dia vamos perdendo esta confiança! Julgamos que Deus nunca escolhe o fraco, o humilde, o injustiçado e por vezes até o leigo. Deus não envia nenhum “chefe de estado” mas sim um pai para nós! Pais e mães que nos abraçam com a sua vocação! Lembra-te que dizes “padre”! Lembra-te que colocas sobre esse homem a vontade que tens de querer ver Deus! Lembra-te que por momentos aquelas mãos são para ti a luz que conduz a Cristo!
Se eu tivesse nascido à 2006 anos…Era tão mais fácil aceitar que Deus me cria a seu lado. Não entrar nos julgamentos do mundo mas acreditar que é Ele que me diz: “VEM E SEGUE-ME!”. Será difícil compreender este Amor? Será difícil os teus ouvidos receberem esta mensagem? Serás tu capaz de seguir este ideal?
Por momentos penso não estar aqui. Recuo no tempo e vejo alguém que me estende a mão! Não me pergunta nem quem sou, nem o que penso, nem o que faço. Vejo que a sua mão tem um estigma que sangra, quem sabe também por ti! Pegou agora na minha mão e perguntou-me apenas: ”TU AMAS-ME?”
Ele está aqui bem presente e hoje sei que não sou eu quem vos escreve. Sei que alguém está mais uma vez a guiar a minha mão linha fora. Sinto algo que me faz acreditar que não estou aqui apenas a falar para ti, mas que de alguma forma este texto também é para mim. Oiço agora no silêncio, novamente esta pergunta: “TU AMAS-ME?”…
Acho que não posso fugir a esta questão por mais que tente. Será sempre maior a vontade de eu responder. Tenho feito caminho junto a vós e sei que de algum modo me percebem. Tenho convosco procurado a resposta a esta pergunta e saber se ela terá um dia uma resposta definitiva.
Esta pergunta só poderá ter de nossa parte um SIM como resposta, por isso, hoje peço na minha oração por todos aqueles que ousaram dizer o SIM um dia! Peço em especial por todos os “Pais” que passaram pela minha vida e que me marcaram! Peço agora por quem ainda busca uma resposta ou por quem não a consegue dizer! Peço que façam delas também intenções muito particulares no vosso dia-a-dia.
Para finalizar apenas um recado: não acreditem que existe falta de vocações mas sim, falta de fé. Acreditem que existem homens e mulheres dispostos a dar as suas vidas a Cristo mas encontram vários obstáculos nas suas vidas! Não julguem quem está a fazer caminho, pois não fomos nós que escolhemos Deus, foi Ele que nos escolheu a nós!
Se eu tivesse nascido à 2006 anos…não estaria aqui à espera de julgamentos, mas quem sabe, aos pés de um Madeiro a responder um SIM do tamanho daquele abraço…
(desculpem ter sido um texto tão longo)

4 Comentários:
Inquietante, não? Concordo contigo que é mais um problema de falta de fé do que de falta de vocações. Entendo a dificuldade do Sim. Há sins e sins. E quanto maior é o sim que nos é pedido mais difícil é dá-lo. Desejo-te muita Fé para que possas dar um Sim, do tamanho que te é pedido. E quanto à resposta definitiva é mais uma resposta contínua. O Sim se calhar não é definitivo, é progressivo. Vai crescendo na tua caminhada até, quem sabe, à imposição das mãos, e continuará pelo resto da vida em constante e permanente renovação. É como um compromisso de acólitos, em cada Eucaristia.
Rui Almeida
Obrigada pelas palavras deixadas nas minhas romãs. Acho bonito quem Acredita. Eu não. Beijos.
"Vem e segue-me".
Sim. As pessoas naquele tempo estavam menos apegadas aos bens da terra. Até porque tinham menos.
Hoje os tempos são outros e tanta gente só vive para os bens palpáveis.
Um abraço
Concordo contigo que o problema das vocações é mais uma questão de falta de fé.
Resposta definitiva vai sendo dada ao longo da vida, é uma caminhada. É como o "sim". Recordando um sim que tu e eu demos e que renovamos a cada Eucaristia. E espero que consigas um dia dar um SIM do mesmo tamanho daquele que te é pedido. Quem sabe debaixo de uma imposição de mãos.
Um abraço.
Rui Almeida
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